Em 1904 foi concluída, que por parte dos ingleses, o roubo de uma importante região brasileira: o Pirara. Esta é uma mobilização de caráter nacional para que se devolva ao Brasil o acesso ao mar do Caribe através do Pirara. O Brasil foi vítima da estratégia dos britânicos. Antes, usando a questão indígena como desculpa para as ações militares contra a soberania territorial brasileira, roubando 19.630 km² de estratégia território.
Ao enviar para a então Guiana Inglesa, em 1835, o explorador alemão Robert Hermann Schomburgk, que foi patrocinado pela Royal Geographical Society, sob o pretexto de fazer explorações da riqueza zoobotânica da região, a Inglaterra fomentou uma disputa fronteiriça com o Brasil, em um território a leste de onde hoje está o atual Estado de Roraima, uma região de 33.200 km².
Mais tarde, sob o argumento britânico de o território do Pirara ser ocupado por tribos independentes que reclamavam a proteção inglesa, o Brasil reconheceu provisoriamente a neutralidade da área em litígio e dali retirou seus funcionários e o destacamento militar, com a condição de que as tribos continuassem independentes.
Contudo, em 1842, uma expedição militar liderada por Schomburgk colocou marcos fronteiriços, demarcando a fronteira sem a anuência do governo brasileiro. A questão se prolongou até 1904 ( Isso quer dizer que tudo isso já aconteceu um pouco antes de 1904), quando, por fim, o Brasil aceitou o laudo arbitral do rei Vitor Emanuel III, da Itália, que deu ganho de causa aos britânicos, perdendo o Brasil 19.630 km² de seu território (o rei italiano concedeu de volta ao Brasil os outros 13 570 km²) e, consequentemente, os afluentes da bacia do Essequibo. Com a conquista, a Inglaterra obteve acesso às águas do Rio Amazonas pelos rios Ireng e Tacutu.